As ações preferenciais da Randon Part (RAPT4), negociadas na B3, registraram uma queda de 2,94% nesta quinta-feira, 28 de março de 2025, sendo cotadas a R$ 8,90 no fechamento, após abrirem o dia a R$ 9,30. Durante o pregão, os papéis oscilaram entre a mínima de R$ 8,88 e a máxima de R$ 9,15, com um volume financeiro movimentado de aproximadamente R$ 25,75 milhões em 4.924 negócios realizados.
A desvalorização acumulada no mês é de 0,78%, enquanto no ano de 2025, os papéis já caíram 10,1%. No comparativo dos últimos 12 meses, a queda é ainda mais acentuada, chegando a 28,8%, o que reforça o cenário de cautela dos investidores em relação à companhia.
A Randon S.A. Implementos e Participações é um dos maiores grupos industriais do Brasil, formado por dez empresas que atuam no desenvolvimento de soluções para o setor de transporte. O conglomerado opera em três frentes principais: produção de implementos rodoviários, fabricação de autopeças e prestação de serviços especializados.
Na área de implementos para transporte, a companhia fabrica reboques, semirreboques, vagões ferroviários e veículos voltados para operações fora de estrada. Esses equipamentos são voltados tanto para o mercado interno quanto para exportação, com forte presença na América do Sul.
O segmento de autopeças da Randon é responsável pela produção de sistemas completos de freios, suspensões, acoplamentos e materiais de fricção. A empresa também fornece componentes automotivos como sistemas de ponta de eixo e peças para veículos pesados, sempre com foco na inovação e durabilidade.
Além disso, o grupo atua no setor de serviços, oferecendo consórcios voltados à aquisição de veículos, máquinas e imóveis, diversificando sua atuação no mercado e ampliando seu público-alvo.
A trajetória da empresa começou em 1950, com a fundação da Mecânica Randon Ltda pelos irmãos Hercílio e Raul Randon, no Rio Grande do Sul. A companhia iniciou suas atividades fabricando freios a ar para reboques. Na década de 1960, passou a produzir os primeiros semirreboques e desenvolveu importantes inovações, como o terceiro eixo para carretas e o sistema de suspensão balancim, que contribuíram para aumentar a capacidade de carga dos veículos.
Nos anos 1970, a Randon abriu seu capital na bolsa de valores e fundou a Randon Veículos, especializada em veículos fora de estrada. A década seguinte foi marcada pela criação da Freios Master, resultado de uma joint venture com a norte-americana ArvinMeritor.
Na década de 1990, o grupo incorporou a Fras-le, referência em materiais de fricção, além de fundar a Randon Argentina e a JOST Brasil. Já nos anos 2000, a parceria com a ArvinMeritor deu origem à Suspensys, especializada em sistemas de suspensão.
A expansão continuou na década seguinte. Em 2011, a Randon adquiriu a Brantech, voltada à produção de implementos, e a Freios Controil Ltda. Em 2013, passou a deter 100% da Suspensys. Em 2017, fundou a Randon Perú, em parceria com o grupo chileno Epysa. No ano seguinte, inaugurou uma nova planta industrial em Araraquara, interior de São Paulo.
Apesar da sólida trajetória de crescimento e inovação, o momento atual do mercado tem pressionado os papéis da companhia, refletindo incertezas econômicas e movimentos mais amplos do setor industrial brasileiro. Ainda assim, a Randon mantém uma posição de destaque no mercado de transporte, com presença internacional e histórico de constante evolução.