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Fatos Surpreendentes da Fórmula 1 Que Parecem Falsos (Mas São Totalmente Reais)

Vinte pilotos disputando corridas em altíssima velocidade, utilizando algumas das mais avançadas tecnologias automotivas do mundo e viajando por diversos países em busca de um título mundial — essa é a essência da Fórmula 1, um esporte que por si só já parece bom demais para ser verdade. No entanto, ao longo de sua história, a F1 acumulou histórias tão extraordinárias que parecem inventadas, mas são absolutamente reais.

A seguir, reunimos alguns dos fatos mais inacreditáveis da Fórmula 1 que, por mais absurdos que pareçam, realmente aconteceram.

Um título mundial conquistado… a pé?

A Fórmula 1 é um esporte conhecido pela velocidade dos carros e pela coragem de seus pilotos. Mas em 1959, Jack Brabham conquistou o título mundial… empurrando seu carro até a linha de chegada!

Na última corrida daquela temporada, o Grande Prêmio dos Estados Unidos em Sebring, três pilotos disputavam o título: Jack Brabham com 31 pontos, Stirling Moss com 25,5 e Tony Brooks com 23. Brabham liderava a prova e parecia ter o campeonato garantido, até que, na última volta, seu Cooper ficou sem combustível a cerca de 400 metros da linha de chegada. Sem desistir, Brabham saiu do carro e começou a empurrá-lo. Bruce McLaren, seu companheiro de equipe, venceu a corrida, e Brabham terminou em quarto — o suficiente para garantir o campeonato por quatro pontos de vantagem.

O primeiro astro da F1 foi sequestrado por revolucionários cubanos

Juan Manuel Fangio é amplamente reconhecido como o primeiro grande ídolo da Fórmula 1. O argentino, que saiu de origens humildes, conquistou cinco títulos mundiais e se tornou uma lenda do automobilismo. Mas sua fama foi tamanha que ele acabou envolvido num episódio político tenso.

Na véspera do Grande Prêmio de Havana, em 1958, Fangio foi sequestrado à mão armada por militantes da Revolução Cubana em um hotel na capital. O objetivo era chamar atenção internacional para a causa revolucionária. O sequestro desencadeou uma busca intensa que durou mais de um dia. Fangio foi libertado ileso, e mais tarde afirmou não guardar ressentimentos.

As 500 Milhas de Indianápolis já valeram pontos no campeonato da F1

Embora seja um evento tradicional do automobilismo norte-americano desde 1911, as 500 Milhas de Indianápolis já fizeram parte do calendário da Fórmula 1. De 1950 a 1960, a prova contava pontos para o campeonato mundial, mesmo com pouca participação de equipes e pilotos europeus, o que tornava a disputa desigual.

O baterista do ABBA virou piloto de F1

Slim Borgudd, músico sueco que chegou a tocar como baterista da banda ABBA, também teve sua passagem pela Fórmula 1. Amigo próximo de Björn Ulvaeus e Benny Andersson, ele usou sua conexão com o grupo para atrair patrocinadores e conseguiu competir na principal categoria do automobilismo nos anos 1980. Apesar de resultados modestos, sua trajetória inusitada virou um dos episódios mais curiosos da F1.

Um campeão mundial foi coroado postumamente

Jochen Rindt, piloto austríaco, conquistou o título mundial de 1970 de forma trágica. Com 45 pontos, liderava a classificação quando sofreu um acidente fatal durante os treinos para o GP da Itália, em Monza. Como nenhum outro piloto conseguiu ultrapassá-lo nas corridas seguintes, Rindt foi declarado campeão mundial mesmo após sua morte — o único caso da história da F1.

2018 foi o primeiro ano sem mudanças de pilotos durante a temporada

Nas últimas décadas, a Fórmula 1 estabeleceu regras rígidas quanto à obrigatoriedade de cada equipe alinhar dois pilotos por corrida. Ainda assim, substituições no meio da temporada eram comuns — até 2018, quando, pela primeira vez, todas as equipes mantiveram seus pilotos titulares do início ao fim do campeonato.

2024 começou com o mesmo grid que encerrou 2023

Mudanças de pilotos entre temporadas são parte tradicional da “silly season” na F1, período marcado por trocas, estreias e aposentadorias. Mas em 2024, a categoria viveu um momento raro: o grid inicial foi exatamente o mesmo da última corrida do ano anterior — algo inédito na história do esporte.

Rivais de 1997 nunca dividiram o pódio

A temporada de 1997 foi marcada pela intensa disputa entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher. Mesmo sendo os principais candidatos ao título, os dois nunca dividiram o pódio em nenhuma corrida ao longo daquele ano. O título acabou ficando com Villeneuve após uma colisão polêmica entre os dois na última etapa.

Apenas dois campeões mundiais nunca presenciaram acidentes fatais

Apesar dos avanços em segurança, a Fórmula 1 sempre foi um esporte perigoso. Durante boa parte de sua história, acidentes fatais eram, infelizmente, frequentes. Apenas dois campeões mundiais — ainda vivos — conseguiram passar por toda a carreira sem testemunhar uma tragédia em pista, o que mostra como o esporte evoluiu em termos de proteção e tecnologia.

Esses fatos extraordinários mostram que, na Fórmula 1, a realidade muitas vezes supera a ficção — e que cada temporada pode trazer novas histórias tão inacreditáveis quanto as dos livros de história do automobilismo.